Projeto de lei quer tornar crime impedir filmagem de vacinação

Diante de vários casos de imunização falsa, o Senado aprovou um projeto de lei que garante o direito de levar um acompanhante e também de registrar o momento em foto ou vídeo, desde que não atrapalhe o trabalho dos profissionais de saúde.

Outro direito da pessoa imunizada contra o coronavírus é ser informada sobre o lote da vacina que recebeu, que vai constar no cartão de vacinação.

Essas medidas foram aprovadas nessa terça-feira, no Projeto de Lei 496, do Senado, que vai tornar crime impedir o registro do momento da vacinação, seja pelos profissionais da vacinação ou por qualquer outra pessoa.

Segundo o relator do projeto, senador Álvaro Dias, do Podemos paranaense, o que se pretende é evitar casos de falsa vacinação contra Covid-19 ocorridos recentemente, como vacinação forjada de alguns pacientes com seringas vazias, a chamada “vacina de vento”, para o desvio de doses. Depois das denúncias, algumas unidades de saúde passaram a proibir registros ou selfies da imunização.

Esses casos de falsa vacinação serviram para alertar pessoas que ainda não tinham recebido o medicamento, como a aposentada Maria José dos Santos, de 74 anos, que mora em Brasília. Ela recebeu a vacina no dia 11 de março, e ficou de olho na hora da aplicação.

O projeto ainda estabelece punições para quem furar a fila da ordem da fila de prioridades na vacinação. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

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